Analogia

 

A GAVETA

  

 

Quem não possui uma gaveta (um armário ou depósito) onde coloca as coisas que não sabe  ao certo onde guardar?

Nela, coloca-se de tudo, como forma de tirar do alcance da visão e dar uma suposta idéia de organização. Tudo o que se acredita que “um dia” irá ser necessário, como até aquilo, que não se sabe ao certo o que é, mas, “parece” ser útil, vai para dentro da gaveta: desde pilhas semi-usadas; bilhetes com anotações; cartões de visita; contas pagas; a rodinha do carrinho do filho (para uma hora dessas consertar!!!); aquele parafuso que não se sabe de onde caiu e muito menos para o que serve, mas não convém descartar; a máquina fotográfica antiquada, que a mãe deu nos quinze anos e tem um valor sentimental e, assim por diante…

Então, quando se precisa de algo, lá vamos nós, revirar a nossa bendita gaveta. “Tentar” encontrar o que precisamos na nossa “bagunça organizada”. Reviramos (aumentando o caos) e, às vezes, encontramos o que precisamos, em outras passa um breve pensamento: “Céus, porque guardo tanta quinquilharia inútil, uma hora dessas terei que dar um jeito nisso” e rapidamente a fechamos, como quem diz: “Por favor, agora não!”.

E chega o dia fatídico, ela não fecha mais, está pronta para explodir, pensamos: “Logo hoje, vai ficar!”. Seguimos as atividades do dia-a-dia, mas todas as vezes que passamos pela maldita (sim, agora ela já passou a ser algo do mal) sentimo-nos irritados em ver aquele móvel que não fecha direito e nem achamos o que queremos. Num ato de consciência repentina, suspiramos profundamente e dizemos para nós mesmos: “Vou criar coragem e dar um basta nisso!”. Tenta-se começar a arrumação, mas imediatamente uma nova desistência com justificativas “Quando começar a tirar tudo, ficará uma bagunça muito maior, então, deixa para lá!”. E assim, ás vezes, se passam meses ou até anos, para enfrentá-la.

Mas um dia vem e fizemos o que é necessário. Tiramos tudo. Fica uma bagunça muito maior e desanimadora. Agora ela rompeu a fronteira do móvel e se espalhou por todo o cômodo.

Vamos lá…

Separamos o que é útil e descartamos o que não serve.

Gradativamente, para o alívio geral, as “coisas” vão tomando uma nova forma.

Sentimos que um peso foi tirado de nossos ombros, um suspiro aliviado:

“Finalmente poderei passar pela “bendita” gaveta e ter uma boa sensação. Nossa, como sobrou espaço para coisas novas!”.

A felicidade e a sensação de dever cumprido invadem a alma.

 

Para reflexão:

Ao fazer uma analogia da gaveta com a vida subjetiva:

·        Quais relações que podem ser feitas?

·        Como anda a gaveta interna?

·        Qual o tamanho? Uma gaveta, um armário ou um depósito?

·        Quantas arrumações foram feitas no decorrer da vida?

·        Com que freqüência?

·        Como estão as sensações a respeito do mundo interno?

·        O que pode ser descartado e o que deve ser integrado?

·        Necessita de auxilio para reorganizá-la?

·        Falta coragem de iniciar o processo?

 

Abç

 

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