Ansiedade

O CORPO FALA

 

Somos possuidores de uma “máquina” perfeita, completa e complexa.

Nada se iguala a essa maravilha, que nos serve de casa, enquanto estamos vivos: o nosso corpo.

Todo seu funcionamento tem como objetivo propiciar uma experiência de vida que nos possibilite crescimento e aprendizado, com qualidade e, porque não dizer, felicidade.

Na sua funcionalidade não existe acaso. Ele está sempre nos dando sinais e alertas do caminho que devemos seguir. Quando tudo está bem, ele “sorri”, está relaxado e saudável; quando as coisas vão mal, ele “chora”, se torna tenso e doente. A incapacidade de percebê-lo e escutá-lo, se assemelha: “A morar numa casa e não conhecer seus cômodos”.

 

“Neste instante existe uma casa com seu nome: você é o único proprietário, mas faz tempo que perdeu as chaves. Fica de fora, só vendo a fachada, não chega a morar nela. Esta casa, teto que abriga suas mais recônditas e reprimidas lembranças é o seu corpo”. Therese Bertherat

 

Vivemos numa época onde se prioriza as buscas concretas, materiais e exteriores. Contudo, na transitoriedade da vida, o que efetivamente possuímos é o nosso corpo. Ele é a base concreta de nossa existência. Nosso corpo somos nós. A nossa “cara” para o mundo. É ele que abriga nossa inteligência, sentimentos e alma. Ao se tornar consciente dele, alcança-se a unicidade de ser.

A sociedade do “Ter”, está “pagando” um preço alto, o homem/mulher distanciou-se de si mesmo, ao tentar naturalizar necessidades antinaturais. No culto a aparência exterior relegou, para segundo plano, as necessidades subjetivas, singulares e emocionais. Perdeu-se a maravilhosa capacidade de escutar-se a si mesmo (se é que algum dia existiu?), apesar dos gritos que o corpo emite, através das crises de ansiedade ou doenças psicossomáticas, continuamos surdos a ele, ignorando seus apelos. Instaurou-se a sociedade depressiva e farmacológica.

Ter consciência dos sintomas corporais é o caminho natural a consciência de si mesmo, de uma consciência mais ampla e complexa do todo que somos e pertencemos.

Consciência de si engloba a consciência: corporal, emocional, intelectual, moral, social, material, espiritual… São várias facetas de um mesmo diamante, que vai sendo lapidado no decorrer da existência. Negligenciar alguma delas, é crescer em desalinho. A vida é uma constante espiral. Aquilo que aprendemos e integramos efetivamente, é como dever cumprido, nos impulsiona para um novo aprendizado. Todavia, aquilo que não teve a devida integração, é como obstáculos, que se repetem até que aprendamos a ultrapassá-los. E o nosso corpo está constantemente nos dando sinais do que não foi elaborado.

Oxalá, que cada um de nós consiga cada vez mais cuidar melhor de nossa primeira casa e ser um bom ouvinte de si mesmo, de nossa fala interna.

 

Abç

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    • lyregina
    • 18 de janeiro de 2012

    Alexandra quero parabeniza-la pelo belo Blog, li quase todos seus posts cada um é melhor que o outro..

    Sabe quando estamos precisando ouvir algo e encontramos algumas respostas? Foi assim que me senti lendo cada post.

    Bjus

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