Diálogos

DIÁLOGOS COM A MÁQUINA DE CORTAR GRAMA

 

Uma das coisas que me proporciona prazer e um estado de felicidade é cuidar do meu jardim. Por mais estranho que possa parecer, ficar horas empurrando uma máquina de cortar grama é fabuloso. Uma série de sensações agradáveis invadem meu ser por várias razões. Sei que, com esse simples trabalho, estou cuidando do lugar que me foi confiado por Deus para morar e sou muito grata por isso; fico em contato direto com a natureza e, ao mesmo tempo, estou cuidando do meu corpo com um exercício prazeroso ao ar livre; por fim, ainda posso apreciar o resultado do trabalho: um jardim bem bonito. Mas, além disso, aproveito esse momento para fazer reflexões sobre as mais diversas coisas. Faço uma profilaxia mental. Coloco minha cabeça para pensar, travando diversos “diálogos com minha máquina de cortar grama”. Obviamente não tenho insônia, porque meu corpo esta exausto e minha cabeça livre das aflições diárias, com a higiene mental feita nos “diálogos com a máquina”.

 

Estava eu, empurrando minha máquina e como sempre um turbilhão de pensamentos me fazendo companhia. Lembrei-me de uma frase que certa vez vi no MSN de uma amiga que dizia o seguinte: “Tem gente tão pobre, mas tão pobre que só tem dinheiro.” Certamente não foi a primeira vez que esta frase me suscitou reflexões, todavia, hoje decidi organizar melhor o pensado e redigir um texto sobre o assunto.

 

         Vivemos num mundo onde o dinheiro é um importante meio de troca para a manutenção da vida. Não há duvidas, sem ele as condições de sobrevivência são quase impossíveis. Mas afinal, o que acontece quando alguém faz do dinheiro a razão de existir esquecendo todo o resto? Não raro encontramos pessoas com capital suficiente para manter duas gerações, com uma vida luxuosa, e querendo sempre mais. Não sei responder sobre essas motivações, mas também não vejo problema algum em alguém acumular fortunas. Penso que talvez seja alguém que desenvolveu um talento especial em ganhar dinheiro, o que fica meio estranho “no negócio” é quando só desenvolveu isso durante a vida. Mas deixamos isso pra lá…

 

         O que importa é o conselho sábio dessa frase. Ela ensina que o ser humano é feito da diversidade, é aí que se encontra a riqueza. Quando desenvolvemos só uma aptidão, em detrimento a todas as outras, nossa vida empobrece. O ideal humano é crescer em todas as dimensões. É para isso que estamos vivos, não é só para ficar rico de dinheiro.

        Durante a existência deve existir investimento pessoal para o enriquecimento na dimensão financeira e material, não há dúvidas quanto a isso, contudo esse investimento e dedicação devem ser pulverizados em outras áreas para dar sentido a sua posse, caso contrário fica-se na ignorância, na pobreza. Pobreza de sentimentos, valores,  intelectualidade, espiritualidade, enfim, de um real sentido para a vida.

        

Lembrar que a felicidade está na simplicidade é um bom caminho para a verdadeira riqueza e ser mais afortunado.

 

Abç

Alexandra Weizemann

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