Sintoma e Causa

ENTENDER OS SINTOMAS E BUSCAR A CAUSA

Parte I

 

Dethlefsen e Dahlke, no livro a Doença Como Caminho, citam um comparativo simples para a compreensão da importância dos sintomas e da necessidade em buscar a causa das doenças.

“Um automóvel possui diversas lâmpadas de controle no painel, as quais só se acendem quando alguma função importante do carro não está mais funcionando como devia. Num caso concreto, quando uma dessas luzinhas se acende durante uma viagem, não ficamos nada satisfeitos com o fato. Sentimo-nos obrigados a interromper nosso passeio por causa desse sinal. Apesar de nossa inquietação, muito compreensível, seria uma bobagem ficarmos zangados com a lâmpada: afinal, ela nos informa sobre um evento que, de outra forma, talvez nem notássemos, ou então demorássemos a notar, visto que para nós ele está numa zona “invisível”. Assim, entendemos que o fato de a lâmpada se ascender equivale a um convite para chamarmos um mecânico para que, com a sua intervenção, a luzinha se apague e nós possamos continuar tranquilamente a nossa viagem. É claro que ficaríamos muito zangados se o mecânico apagasse a lâmpada com o simples estratagema de retirá-la. Por certo a luzinha não se acenderia mais – e isso, de fato, é o que desejávamos -, mas o modo como o problema foi resolvido nos pareceria pior do que incompetente.”

Quando nosso corpo emite sinais de desequilíbrio, são os sintomas ou como dito no trecho acima: são as “luzes no painel” avisando que algo não está certo. Assim como os automóveis mais luxuosos, nosso corpo possui “várias luzinhas”, elas vão ascendendo uma a uma, dando os sinais através dos sintomas. Dos primeiros sintomas, até o surgimento de algo grave que atinja um órgão vital, existe um percurso previsível, repleto de sinais e sintomas.

 

ENTENDER OS SINTOMAS E BUSCAR A CAUSA

Parte II

Um exemplo comum para entender a causa de uma doença é a correria e a competitividade profissional dos dias atuais. Muitas pessoas possuem um trabalho estressante, uma vida desorientada. Almoçam rapidamente, ingerem muitas vezes apenas um lanche e com os olhos vidrados na TV, estão sempre ao telefone, com pressa e possuem uma vida sedentária. Com o passar do tempo, nessa rotina enlouquecedora, surge à ansiedade. É comum a ingestão de ansiolíticos para amenizar os sintomas de mal estar gerados pela ansiedade, contudo o organismo passa a ignorar os sintomas desconfortáveis, sem eliminar o que estava causando. A vida continua. No mesmo ritmo. Em seguida surge um novo sintoma, pois nosso organismo sempre emite sinais para indicar que algo não está bem em nossa vida. Então, chega o estresse: com crises de dores de cabeça, insônia, pressão alta… Recorre-se novamente a algum medicamento para eliminar os sintomas. Os sintomas somem ou pelo menos são amenizados e camuflados. Afinal, "não dá para parar!" Vem um novo sintoma: uma azia. Depois uma gastrite… E, assim, os sintomas vão surgindo, tentando avisar sobre o estilo de vida prejudicial ao equilíbrio que está sendo levada. Até chegar a algo como um problema que atinja algum órgão vital… ou a depressão! Esses desequilíbrios, definitivamente fazem que o indivíduo pare para rever seu estilo de vida e prioridades. Ou, melhor dizendo, fazem que ele tente encontrar a causa.

Para refletir:

Será que os sintomas surgem espontaneamente ou, em certa medida, também somos co-responsáveis pela causa?

No exemplo acima, um “bom mecânico” deveria orientar, no surgimento dos primeiros sintomas, uma mudança na forma de se relacionar com o trabalho, com a alimentação e estilo de vida. Contudo, será que estaríamos dispostos a seguir as orientações?

Quantas vezes tentamos driblar a sabedoria do corpo com intervenções que mascaram seus sinais e sintomas, porque temos medo ou falta de força de vontade para fazer algumas mudanças na forma de se relacionar com o mundo?

Será que os cuidados com a saúde que temos buscado não são de soluções "incompetentes”, como citado no primeiro texto?

O quanto cada um de nós está buscando resoluções rápidas, sem o mínimo de esforço, implicação e responsabilidade sobre a própria vida, no cuidado com a saúde?

Como está a saúde nesse momento? O que os sintomas estão querendo ensinar? Em que medida o estilo de vida colabora para que eles surjam?

Muitos exemplos podem ser dados e muitas reflexões podem ser feitas sobre sintoma e causa. Mas, que tal da próxima vez que algum sintoma surgir, além de buscar solucionar os sintomas desagradáveis e seguir corretamente as orientações do profissional de saúde, também buscar fazer uma análise sobre o estilo de vida e tentar identificar a causa do desequilíbrio? Muitas doenças podem ser facilmente resolvidas através de uma auto-análise e na promoção de pequenas mudanças nas rotinas diárias. Afinal, somos parte de um todo e os eventos internos e externos, influenciam-se mutuamente.

Abç

Alexandra Weizemann

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