Depressão e Ansiedade segundo a MTC

DEPRESSÃO SEGUNDO A MTC

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) a depressão é definida como uma experiência subjetiva de se sentir abatido, negativo, miserável, melancólico, de “baixo astral” e incapaz de enfrentar a vida. Normalmente está associada com Deficiência, nos casos que não existe energia suficiente para sentimentos positivos, ou com Estagnação, nesse caso existe energia, mas o fluxo de energia e das emoções está bloqueado. Em alguns casos pode estar associado com Excesso, na depressão maníaca, ou com a Irregularidade, como no caso das depressões acompanhadas de ansiedade.

Os fundamentos da MTC estão assentados na Teoria dos Cindo Elementos (Fogo, Terra, Metal, Água e Madeira). Nas síndromes de depressão simples, temos alguns padrões de pensamentos e atitudes recorrentes:

 

FOGO – CORAÇÃO

Padrão de Deficiência –  Sentimento de solidão, falta de interesse, falta de entusiasmo e afeição, falta de amor por si e pelos outros.

Padrão de Estagnação-  Dificuldade de expressar as necessidades ou o afeto em relacionamentos íntimos, bloqueio do fluxo do afeto.

 

TERRA – BAÇO

Padrão de Deficiência – Depressão por preocupação e insegurança, perdida dentro de um mundo interno de pensamentos obsessivos, sem prazer no corpo físico ou no mundo externo.

Padrão de Estagnação- Dificuldade de expressar as necessidades ou o afeto em relacionamentos íntimos, bloqueio do fluxo do afeto.

 

METAL – PULMÃO

Padrão de Deficiência – Isolamento, falta de participação na vida por falta de capacidade em formar ou manter vínculos, ou por medo das perdas.

Padrão de Estagnação- Supressão do processo de pesar, resistência às separações ou em encarar a verdade, estagnação nos relacionamentos por medo das mudanças e medo das perdas.

 

ÁGUA – RIM

Padrão de Deficiência – sensação de desamparo ou impotência, sentimento de fracasso e de baixa auto-estima, falta de iniciativa, desiste da vida, facilmente desencorajado.

Padrão de Estagnação- Vontade forte, mas depressão por incapacidade de atingir os objetivos por falta de energia, objetivos inadequados ou fora da realidade.

 

MADEIRA – FÍGADO

Padrão de Deficiência – Dúvidas sobre si mesmo, incerteza, falta de confiança, falta de auto-afirmação, dificuldade de impor limites, permitindo que os outros invadam ou dominem.

Padrão de Estagnação- Depressão, frustração, sensação de estar bloqueado na vida de maneira geral, na auto-expressão e na criatividade em particular, pressão interna e desejo de agir, mas incerto sobre o caminho a tomar na vida.

 

Contudo é comum encontrar a depressão que decorre de dois ou mais sistemas de órgãos, como por exemplo, no caso de deficiência do Rim e do Fígado ou Deficiência do Coração, Baço e Pulmões. A ênfase do tratamento por acupuntura vai depender da condição dominante, fazendo uso de combinações de pontos que auxiliem o paciente no restabelecimento do equilíbrio. A psicoterapia como coadjuvante no tratamento é o suporte que auxilia o paciente a entender suas lições de vida de modo mais claro e ela age como um catalisador no processo de autoconscientização.

 

 

ANSIEDADE SEGUNDO A MTC

 

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) a ansiedade está ligada com os sistemas do Coração e do Rim. Pode estar associada com outras emoções do Coração, como agitação, pânico ou histeria, mas a ansiedade difere da mania no sentido de a ansiedade ser um sentimento desagradável, ao passo que a mania pode estar associada com sentimentos de bem-estar e euforia. A ansiedade pode ocorrer com outros sinais do coração como insônia, palpitações, hipertensão, dor na região cardíaca, palidez e extremidades frias. A ansiedade do Coração está baseada no medo do Rim, com sentimentos característicos de apreensão, do medo que algo terrível aconteça. Neste caso pode vir combinada com sobressaltos e receio, com sinais físicos como tremor, freqüência urinária ou intestinos soltos.

 

Medo, raiva e ansiedade

O medo pode fazer surgir ansiedade e raiva, envolvendo os sistemas do Rim, Coração e fígado. Essas três emoções podem, cada uma delas, causar tensão mental, emocional e física, de forma que a pessoas sinta e pareça estressada e tensa. Se houver um envolvimento do Fígado – Vesícula Biliar, pode haver sentimentos adicionais de incerteza, indecisão, irritabilidade, suscetibilidade e hipersensibilidade, assim como pode haver dores de cabeça e dor, rigidez ou tremores nos músculos da face, pescoço, ombros, costas e membros.

 

Medo, ansiedade e preocupação

Além da apreensão e do receio associados com o sistema do Rim, a ansiedade pode também estar ligada à preocupação pelo presente e pelo futuro e à antecipação de problemas que sequer chegam a acontecer. Em casos graves, o sentimento de insegurança pode ficar muito intenso e a pessoa pode se perder num mundo interno de medos, preocupações e pensamentos obsessivos, que nem de longe reflete os acontecimentos do mundo externo.

 

Medo, ansiedade e pesar

O sistema do Pulmão pode estar envolvido com o Rim e com o Coração em situações em que há enorme insegurança e medo das perdas: o medo que tem um pai de que seu filho doente possa morrer, ou o medo de uma esposa, que seu marido possa abandoná-la por outra mulher.

 

Algumas Síndromes de Ansiedade segundo a MTC e seus sinais e sintomas:

 

Fogo no Coração – Agitação, sentimentos de desespero, movimentos rápidos e inquietos, modo de falar nervoso, face vermelha, sensação de calor no corpo todo e palpitações.

Estagnação do Qi do Coração – Sentimentos de ansiedade, depressão e irritabilidade, sensação de plenitude e desconforto no tórax e região epigástrica, palpitações.

Deficiência do Qi do coração – Ansiedade e labilidade emocional, pior com cansaço, talvez palpitações e mãos e pés frios.

Deficiência do Sangue do Coração – Ansiedade, insônia e palpitações, talvez cansaço, tontura, memória fraca, sensação de vulnerabilidade e fraqueza.

Deficiência do Yin do Coração – Cansaço, mas inquieto, ansiedade e insônia com sensação de calor, talvez suores noturnos e palpitações

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Práticas Integrativas e Complementares

PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES

SEGUNDO A OMS

 

A Organização Mundial da Saúde – OMS recomenda a Acupuntura aos seus Estados-membros, tendo produzido várias publicações sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. O consenso do National Institutes of Health dos estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde, tais como odontalgias pós-operatórias, náuseas e vômitos pós-quimioterapia ou cirurgia em adultos, dependências químicas, reabilitação após acidentes vasculares cerebrais, dismenorréia, cefaléia, epicondilite, fibromialgia, dor miofascial, osteoartrite, lombalgias e asma, entre outras. (Da apostila de Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS – http://dab.saude.gov.br/docs/publicacoes/geral/pnpic.pdf)

 

No site Acupuntura.Pro, possui um artigo onde consta: ”A partir de 1970, tiveram início diversos estudos científicos no sentido de comprovar a eficácia da acupuntura. Em 1979, a Organização Mundial de Saúde (OMS) editou uma lista com 41 doenças que apresentaram excelentes resultados com o tratamento de acupuntura. Após vinte e cinco anos de pesquisas em renomadas instituições do mundo, a OMS publicou o documento Acupuncture: Review and analysis of reports on controlled clinical trials, no qual expõe os resultados destas pesquisas. Neste documento foi analisada a eficácia da acupuntura – assim como das técnicas de moxabustão, ventosa, sangria, eletro-acupuntura, laser-acupuntura, magneto-acupuntura, massagem shiatsu / tuina e acupressura (pressão digital nos pontos) – em comparação com o tratamento convencional para 147 doenças, sintomas e condições de saúde. A seguir apresentamos o resultado de eficácia da acupuntura, devidamente verificado pela medicina científica. Constam as afecções físicas, os distúrbios orgânicos, as desordens mentais e psicossomáticas, as condições específicas dos homens, mulheres e crianças, e os problemas oriundos do tratamento de câncer, cirurgias e dependência química.

 

Abaixo a lista de algumas das doenças tratáveis pela acupuntura e sua eficácia, segundo a OMS. A lista completa está disponível no site: http://acupuntura.pro.br/oms/doencas-trataveis/.

 

 

ANSIEDADE – Eficácia superior à medicação convencional, mas sem efeitos colaterais.

AVC (seqüela): dificuldade de articular palavras. Eficácia em 90% dos casos.

CÓLON IRRITADO – Melhora significativa em 93% dos casos.

CONVALÊNCIA – Efeito analgésico superior e mais rápido que a medicação convencional no pós-operatório.

DEPRESSÃO – Eficácia similar à medicação convencional, mas sem efeitos colaterais.

DOR DE CABEÇA – Alívio imediato em 80% dos casos.

DOR MENSTRUAL – Melhora em 91% dos casos.

ENXAQUECA – Eficácia em 80% dos casos.

ESQUIZOFRENIA – Eficácia superior à da medicação convencional (78% dos casos).

HIPERACIDEZ NO ESTÔMAGO – Eficácia em 95% dos casos.

HIPERTENSÃO – Eficácia similar à medicação convencional, mas sem efeitos colaterais.

HIPOTENSÃO – A pressão foi normalizada em 95% dos casos.

INSÔNIA – O sono foi totalmente normalizado em 98% dos casos.

OBESIDADE – Supressão do apetite em 95% dos casos.

POLICISTO NO OVÁRIO – Cura obtida em 94% dos casos.

SÍNDROME DO ESTRESSE COMPETITIVO – Eficácia em 93% dos casos

TPM – Alívio completo dos sintomas, sem recorrência por 6 meses, em 92% dos casos.

Poesia

O CAMINHO

Muito andou…

Caminhos sinuosos,

Encruzilhadas,

Abismos,

Cumes…

O caminho encontrou?

Compreendeu!

Todos são caminhos…

Para aquele que andar.

O que não dá

É para parar.

 

Abçs

Alexandra Weizemann

 

Psicologia

Texto disponível em: http://www.brasilescola.com/psicologia/o-que-e-psicologia.htm, acessado em 07.05.2010.

O QUE É PSICOLOGIA

Por: Regina Célia de Souza

     Psicologia é a ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais. Melhor dizendo, a Psicologia estuda o que motiva o comportamento humano – o que o sustenta, o que o finaliza e seus processos mentais, que passam pela sensação, emoção, percepção, aprendizagem, inteligência…

     A história da Psicologia, cuja etimologia deriva de Psique (alma) + Logos (razão ou conhecimento), se confunde com a Filosofia até meados do século XIX. Sócrates, Platão e Aristóteles deram o pontapé inicial na instigante investigação da alma humana:

     Para Sócrates (469/ 399 a C.) a principal característica do ser humano era a razão – aspecto que permitiria ao homem deixar de ser um animal irracional.

     Platão (427/ 347 a C.) – discípulo de Sócrates, conclui que o lugar da razão no corpo humano era a cabeça, representando fisicamente a psique, e a medula tria como função a ligação entre mente e corpo.

     Já Aristóteles (387/322 a C.) – discípulo de Platão – entendia corpo e mente de forma integrada, e percebia a psiqué como o princípio ativo da vida.

     Durante a “era cristã” – quando todo conhecimento era produzido e mantido a sete chaves pela Igreja, Santo Agostinho e São Tomas de Aquino partem dos posicionamentos de Platão e Aristóteles respectivamente.

Em 1649, René Descartes – filósofo francês – publica Paixões da Alma, reafirmando a separação entre corpo e mente. Pensamento que dominou o cenário científico até o século XX. Alguns pesquisadores alegam que essa hipótese assumida por Descartes foi um subterfúgio encontrado para continuar suas pesquisas , desenvolvidas a partir da dissecação de cadáveres, com o apoio da Igreja e protegido contra a Inquisição.

     O fato é que no final do século XIX, os acadêmicos da época resolvem distanciar a Psicologia da Filosofia e da Fisiologia, dando origem ao que se chamou de Psicologia Moderna. Os comportamentos observáveis passam a fazer parte da investigação científica em laboratórios com o objetivo de se controlar o comportamento humano. Nesse sentido, os teóricos objetivam suas ações na tentativa construir um corpo teórico consistente, buscando o reconhecimento, enfim, da Psicologia como ciência.

     É neste cenário investigativo que surgem três correntes teóricas: o Funcionalismo, o Estruturalismo e o Associacionismo.

O Funcionalismo foi elaborado por William James (1842/1910) que teve a consciência como sua grande preocupação – como funciona e como o homem a utiliza para adaptar-se ao meio.

     No Estruturalismo Edward Titchener (1867/1927) também se preocupava com a consciência, mas com seus aspectos estruturais – percebiam a consciência , isto é, seus estados elementares como estruturas do Sistema Nervoso Central.

     O Associacionismo foi apresentado por Edward Thorndike(1874/1949). Seu ponto de vista era que o homem aprende por um processo de associação de idéias – da mais simples para a mais complexa.

     No início do século XX, surgem mais três correntes principais,que, por sua vez originaram a diversidade de correntes psicológicas, que conhecemos hoje:

     Behaviorismo – surgiu nos EUA com John Watson (1878/1958). Foi conhecida pela teoria S-R, ou seja, para cada resposta comportamental existe um estímulo.

     Gestaltismo – surgiu na Europa, mais precisamente na Alemanha, com Wertheimer, Köhler e Koffka, entre 1910 e 1912 e nega a fragmentação das ações e processos humanos, postulando a necessidade de se compreender o homem como uma totalidade, resgatando as relações da Psicologia com a Filosofia.

     Psicanálise – teoria elaborada por Sigmund Freud (1856/1939) recupera a importância da afetividade e tem como seu objeto de estudo o inconsciente.

     Hoje, século XXI os conhecimentos produzidos pela Psicologia e a complexidade e capacidade de transformação do ser humano, acabaram por ampliar em grande medida sua área de atuação.

     Assim, a Psicologia hoje, pode contribuir em várias áreas de conhecimento, possibilitando cada área uma gama infinita de descobertas sobre o homem e seu comportamento, ou sobre o homem e suas relações.

 

São elas:

Psicologia Experimental

Psicologia da Personalidade

Psicologia Clínica

Psicologia do Desenvolvimento

Psicologia Organizacional

Psicologia da Educação

Psicologia da Aprendizagem

Psicologia Esportiva

Psicologia Forense

Neuropsicologia

 

Aurículoterapia

AURÍCULOTERAPIA:

UMA TÉCNICA EFICAZ NO CONTROLE DA ANSIEDADE

 

Sensação de opressão no tórax, mal estar generalizado e indefinido, palpitação, desejo compulsivo de comer ou, ao contrário, perda do apetite, dor epigástrica, diarréia ou constipação, inquietude, tiques, obscurecimento dos pensamentos pelo excesso de atividade mental, dor e tensão na região cervical que algumas vezes se irradiam a lombar, insônia, aumento da pressão sanguínea…  Esses são alguns, dos muitos sintomas desconfortáveis que podem surgir à partir de uma crise de ansiedade. Durante as crises de ansiedade  o principal é tentar identificar o que esta causando, contudo existem técnicas, como a Auriculoterapia, que auxiliam eficazmente no alívio dos sintomas.

A técnica consiste na colocação de pequenas esferas ou sementes afixadas com adesivo no pavilhão auricular. É uma técnica não invasiva, sem efeitos colaterais e praticamente indolor. É bem aceita, pelos clientes, pelo fato de permanecer na orelha por mais dias e ele próprio estimular os pontos auriculares de 3 a 5 vezes ao dia. Um ciclo do tratamento tem a duração de 8 semanas, mas é necessário avaliar cada caso individualmente, levando em consideração o histórico das crises e o contexto atual. Em geral, a melhora dos sintomas já é percebida nos primeiros dias após a colocação, alguns relatam alivio imediato de boa parte dos sintomas. Algumas vezes o suporte psicoterapêutico é necessário.

A vantagem da aurículo é a de restabelecer o equilíbrio do organismo como um todo e fatores orgânicos secundários à crise de ansiedade, como obesidade, pressão alta, dores epigástricas, insônia, dores na região cervical e lombar, … são gradualmente normalizados.

Abç

Alexandra Weizemann

Práticas Integrativas e Complementares

CAUSAS DAS DOENÇAS

As práticas, no cuidado á saúde, vindas do Oriente são compreendidas como uma alternativa ao modelo de cuidado a saúde vigente. É denominada pelo Ministério da Saúde de Práticas Integrativas e Complementares. Para exercer a Acupuntura, por exemplo, é necessário estudar a dinâmica e prática da milenar Medicina Tradicional Chinesa. Para nós, profissionais da saúde Ocidentais, com uma visão sintomática e dicotômica no cuidado da saúde, ter contato com uma cultura tão distinta da nossa e que possui olhar holístico sobre a saúde, nos faz repensar e ampliar as práticas adotadas aqui no Ocidente.

O enfoque da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) no tratamento das doenças são as causas e não os sintomas. E, segundo ela, as causas das doenças são divididas em 3 categorias:

·         Interiores: são as doenças decorrentes de tensão emocional e prejudicam diretamente os Órgãos Internos.

·         Exteriores: são as doenças que decorrem de fatores climáticos e afetam primeiramente o exterior do corpo.

·        Outras: são as patologias decorrentes da constituição do indivíduo, fadiga/exercícios em demasia, atividade sexual excessiva, dieta errada, trauma, epidemias, parasitas, venenos e tratamento inadequado.

Em Fundamentos da Medicina Chinesa, de Maciocia, é citado que “a mais importante causa patológica das doenças na vida adulta são as alterações emocionais” (p.196). E acrescenta ainda que “a visão dos órgãos internos como esferas físico-mental-emocional é um dos aspectos mais importantes da Medicina Chinesa. O ponto central disso é o conceito de QI como energia-matéria que dá origem a fenômenos físicos ou mentais e emocionais ao mesmo tempo. Assim, na Medicina Chinesa, o corpo, a mente e as emoções estão integrados como um todo sem início ou fim, no qual os Órgãos Internos são a maior esfera de influência” (p.197). 

As emoções como causa das doenças só surgem quando elas forem duradouras ou muito intensas e passam a nos dominar. Um exemplo, se em uma família em particular ou uma situação de trabalho nos provoca raiva e frustração de modo contínuo, esta afetará o fígado e causará uma desarmonia interior. E, da mesma forma uma desarmonia de um órgão interno pode causar desequilíbrio emocional. Quando existe uma doença, seja qual for a causa da mesma, o físico e o emocional sempre estarão envolvidos e devem ser tratados em conjunto.

As sete emoções e os órgãos internos segundo a MTC:

·         Raiva (ressentimento, raiva reprimida, irritabilidade, frustração, ódio, indignação, animosidade ou amargura) afeta o Fígado.

·         Alegria (no sentido de euforia) afeta o Coração.

·         Tristeza afeta o Pulmão e o Coração.

·         Preocupação afeta o Pulmão e o Baço.

·         Estado de ficar pensativo afeta o Baço e o Pulmão.

·         Medo afeta o Rim.

·         Choque afeta o Coração.

Abç

Alexandra Weizemann

Práticas do Psicólogo

Trecho de artigo disponível no site http://ube-164.pop.com.br/repositorio/3547/meusite/simbolospsicologia.htm.  Acessado em 20/04/2010.

 

A PSICOLOGIA É UMA CIÊNCIA NÃO APENAS DA SAÚDE MENTAL

 

Por: Alex Sandro Tavares da Silva – Psicólogo

 

A Psicologia é uma ciência não apenas da saúde mental, mas da saúde. Essa AFIRMAÇÃO é sustentada HISTÓRICA, CIENTÍFICA e LEGISLATIVAMENTE. Ela aborda o vivo desde o seu ser cognitivo (consciente e inconsciente), social, político, comportamental, orgânico, bioquímico, etc. Com isso, podemos afirmar que o psicólogo é um profissional de saúde de nível superior (Resolução CNS n.º 218/97) e como tal (conforme o seu Código de Ética e demais Resoluções) pode atuar na pesquisa, no diagnóstico, prognóstico, prevenção e tratamento de manifestações do humano, incluindo as patológicas (doenças).

Tal intervenção na área da saúde implica uma gama muito grande de possibilidades de ação. Por exemplo, um psicólogo pode tratar um episódio depressivo grave usando inúmeras estratégias: 1) Psicoterapia; 2) Psicanálise; 3) Hipnose; 4) Acupuntura; 5) Terapia Corporal, etc. Ou seja, o psicólogo pode tratar uma doença de várias formas, inclusive atuando diretamente sobre o corpo (orgânico): por exemplo: inserindo agulhas (Resolução CFP n° 05/02, do psicólogo acupunturista).